Wednesday, November 8, 2006

benson

aqui tá
Posted by Raul - Ct1efg in 13:50:13 | Permalink | No Comments »

imagem cortada

veja se é assim que queria

ainda quer mais pequena?

Posted by Raul - Ct1efg in 12:41:51 | Permalink | No Comments »

Wednesday, November 1, 2006

Teste pró CT1DT

Um conto à lareira em noite de chuva

O despique

O Zéi do Couço era almocreve!

Com diligência e tempo tornara-se um excelente mercador, especialista em todas as mercadorias rurais, e conseguira qualquer coisa de seu.

 Era ele, quase em rigoroso exclusivo, que tudo mercava e recovava, de e para o Monte da Cruz de Pedra, ao mesmo tempo que ia tentando arrastar a asa à única filha do lavrador, de quem já se sentia senhor e amo, tanto quanto escravo, mas sem qualquer resultado prático.

 A Raimundinha havia o fértil morgadio do Cerro Alto, que era qualquer coisa que se via, e que, junto com a graça, herdara de sua mãe.

 Esta “qualquer coisa que se via” equivale a algumas léguas de plantio de pão para a mesa, de papas quentes para as invernosas manhãs no monte, de rações e forragem para o gado de leite e tiro, de lã e queijo, de carga e monta, de caldos e de ovos sem esquecer o de cera e mel.

 Além barranco onde corria o ribeiro que matava a sede a uma viçosa horta que fornia de profusa verdura mais de vinte vendas em redor, começava o montado que dava avonde para as respectivas varas de marrãs capadas, de bácoras de cria, de cevados e de varrões, para alguns javardos de arribação e ainda para abundante caça de pena e pelo e também para uma boa mancheia de rolhas.

 Havia ainda uma extensão de um rubinéctar, de que os compadres mimoseados diziam ser “uma devina diliça”, além da perspectiva, que Deus a atrasasse por muitos anos, de se lhe juntar aquilo de que o Monte da Cruz de Pedra vivia, e que o sagaz lavrador mantinha activo e prolongava como seu.

 Era esta fazenda a ambição de maior anelo do Zéi do Couço que a queria a troco do seu nome que de muito pouco valeria para a merca.

Com o pensamento na Raimundinha levava ao monte muitas daquelas bugigangas tão do agrado das vaidades femininas, mas da Raimundinha nem um olhado e era a sua bojuda ama de leite, a Amália Quejera, quem regateava a qualidade, o preço, a conveniência e o recato daquelas frivolidades destinadas à morgada.

 

A terra tinha sido generosa! Pagara bem as sementes! E naquela quase noite daquele quase fim de Verão, ao abrigo das volumosas serras de palha que impediam a corrente de norte que tinha ajudado, e bem, a sua debulha, de assistir e perturbar a animação do balho das festas da colheita que fazia descansar a família da canseiras das cegaduras transactas e incitava à labuta da vindoura vindima, a gente do monte divertia-se. 

Chegara a hora das cantigas ao despique e o Zéi do Couço já se tinha insinuado e mesmo permitira-se dirigir umas indirectas, sem qualquer resposta da Raimundinha, mas foram tantas que esta não se conteve e às tantas disparou:

 “Diz-me cá ó Zéi do Couço

C’and’abalas cá do monti

P’ra levares pró tê almoço

Três marmelos qu’ê di onti”.

 Metido na troça geral e muito encavacado o Zéi do Couço, como bom brutamontes que era, retrucou:

 “S’os marmelos te dã festa

Ó os papas por entero

Ó c’arriata da besta

T’arribento o marmelero”.

 Com toda a gente de boca aberta e sem reacção, a Raimundinha, muito serena, replica:

 “N’árribentas marmelero

Pôs tu nã prestas p’ra nada!

Ê papo o marmelo entero

E é p’ra ti a marmelada”.

A expectativa da resposta do Zéi do Couço pôs no ar alguns cajados e outros de prevenção, que depois de grande hesitação lá se atreveu:

 “A marmelada que fazes

Dêt’á fora rapariga.

Ê quer’é fazer as pazes

E que sejas minh’amiga”.

 Nesta altura o lavrador decidiu intervir e, com um olhar decidido, fez baixar alguns cajados, bem poucos, e encarando bem de frente o Zéi do Couço intima:

 “Aqui nã vás ter amiga

Nem qu’o diabo m’afronti.

Abala já c’a cantiga.

Nã venhas más ó mê monti”.

Aqui caíram todas as aspirações e orgulho do Zéi do Couço, e lá abala ele mais o seu séquito de récovas, de cabeças baixas e sem carga, comitivados pelas cortesias de um avantajado cortejo de bem alçados cajados e bordões, até às extremadas do Monte da Cruz de Pedra, e sem deixar saudades em quem ficou no balho das colheitas e no despique mofoso que se seguiu em sua memória.

 Prosador do Soltavento

  Prontos, gosta? o texto tem um fundo, de cor diferente. Isto é para ver que pode realçar partes do texto. Antes de publicar ainda vou fazer mais umas coisinhas, para o Mário ver e treinar.

Abraço

 

Posted by Raul - Ct1efg in 13:48:21 | Permalink | No Comments »

Saturday, October 28, 2006

Opinião do Blog

Embora os posts num blog, devam ser dirigidos á comunidade cibernauta, eu estou usando um pouco o blog a nivel pessoal e de comunicação com o Mário - ct1dt.

Pois é velhote, não estou gostando nada de mexer neste espaço bloguico. Primeiro as ferramentas para a optimização do blog ao nosso gosto são diminutas e complicadas, embora não seja impossivel fazê-lo.

Em segundo lugar, á borla o espaço cedido pelo servidor do blog, não dá espaço para muitas flores. Tem apenas uma quota de 10 MB para carregar fotos e também só 250 MB de dados tranferidos por mês.

Não vi os preços do blog nas versões pagas e as quotas cedidas.

A foto de apresentação do blog tem de entrar á medida certa ou fica sobreposta como é o caso da banda de musica que carreguei no blog.

Eles mandaram-me um mail com o HTML, que pode ser trabalhado ao nosso gosto para se fazerem umas coisas giras, o diacho é que eu ainda não encontrei o editor ou melhor a entrada dele para configurar esta brincadeira.

O Mário deve ter um email com o mesmo conteúdo e é bom guardá-lo, para no futuro quando já brincar com os pots no blog, aprender um bocadinho desta técnica de dar ordens para o computador apresentar aquilo que pretendemos.

Pode-se ter o fundo de cor diferente, ter uma imagem tipo de linha de água com os textos por cima etc..etc… segundo a imaginação de cada um.

Ou é comandante ou não é. Se quiser comandar as tropas tem de ter capacidade para o fazer. Aqui os soldados odedecem ás nossa ordens sem falharem. É preciso é que eles entendam as ordens que lhes damos.

Divirta-se, que isto não parte ,nem estraga nada.

É como os rolamentos do carburador do gerador, só que aqui não vai lá com casquilhos e adaptações. É só peças originais, a não ser que as engenhocas do Mário venham a funcionar aqui também, quando compreender a técnica bloguica.

Parabéns tá a andar bem senhor Blogueiro Caloiro Engenhocas Wink

Posted by Raul - Ct1efg in 22:42:17 | Permalink | No Comments »

O Vaidoso do Mário Portugal

.                                           

Ele está voando e pegando no manche, mas se não tivesse ao lado o autor desta fotografia, certamente quando fosse aterrar iria partir aquela trapizonga toda Tongue out 

Eu só tenho este blog, para  chatear o Mário, já agora fika o link para o blog dele  http://engenhocando.blog.com

Um abraço do CT1EFG - Raul

 

Posted by Raul - Ct1efg in 20:10:08 | Permalink | Comments (1) »

Nota de Abertura

Estava eu muito sossegado no meu canto, e nem me passava pela cabeça abrir um blog sobre RADIOAMADORISMO.

Já fui Rádio Amador, mantenho o meu indicativo CT1EFG , tenho a direccional de 10,15,20 operacional, uma direcional para VHF, mais uns arames meios antenas meios arames com uns canudos pelo meio que eu ponho a irradiar se me apetecer mas já não tenho pachorra para isso.

Acho que amanhã será o único dia em que sou Rádio Amador no ano e vou passar o dia á feira da rádio de Moscavide da ARVM (se me enganei na sigla as minhas desculpas), encontrar amigos almoçar e se calhar comprar umas tralhas e vender outras, enfim um evento que eu como Rádio Amador adormecido gosto.

Não sei se vou levar este blog a sério, e sómente o abri para dar um empurrãozito ao Mário Portugal que escreve umas coisas giras e tem boas recordações para publicar e mesmo artigos que tem escrito para a revista Q qualquer coisa (QSP talvez o que sempre é melhor que PSP especialmente se andarem a correr atrás da gente), os editores que me desculpem não saber o nome, mas não leio a revista embora já tinha tido um ou outro exemplar nas mãos. O Mário iniciou-se com um blog e eu pego-lhe fogo para a máquina andar.

Depende da minha disponibilidade de tempo se faço disto um blog em condições para Rádio Amadores, aberto a todos que quizerem publicar nele.

Não gosto da mecanica dos editores de texto e o upload de imagens, nem dos skins do blog, e lá tenho que me entreter mais uma vez a mexer em HTML se quiser dar-lhe um aspecto agradável.

Vamos a ver se vale a pena e se este blog vai vingar e ser qualquer coisa gira ou vai ser simplesmente apagado por eu ficar desmotivado e não ter pachorra para o continuar.

Hoje tou com a sindrome de Feira da Rádio. Hoje sou Rádio Amador amanhã logo se verá.

Ficava bem uma nota de abertura aqui está ela.

Um Abraço

Raul CT1EFG

Posted by Raul - Ct1efg in 12:00:57 | Permalink | No Comments »

Aula para o Mário

 

   Um gerador ONAN de 150 KW a gasolina super e novo, da RARET, passado poucos meses de funcionamento, e porque só funcionava uns minutos, de meses a meses, como standby à EDP, entrou a fazer disparate de aumentar e descer intempestivamente de RPM, saltando constantemente de 200 para 250V o que o transformou numa boa dor de cabeça, porque todos os equipamentos electrónicos ligados a ele, não admitiam aquelas variações de tensão. O pior é que nem os representantes da marca, conseguiam resolver o problema e os anos se iam passando.
 Felizmente que tínhamos um de 50kW,  e que lá ia servindo, após o pessoal ter o cuidado de aliviar a carga. Aquilo parecia muito estranho, pois com o motor parado, todas as alavancas de comando do bruto carburador duplo, estavam leves, mas mal o motor arrancava, ficavam presos e reagindo aos esticões do RPM ! Era de dar em doido ! Um dia, resolvi arriscar uma manobra de arrepiar, com ele sem carga e que consistiu em desligar o comando automático de aceleração, agarrando com uma mão a borboleta do carburador e com a outra, a alavanca do sistema centrífugo. Eu não sabia se poderia segurar a alavanca do sistema centrifugo com uma mão, mas deixei o Eng. meu chefe, única pessoa presente, pronto a desligar o gerador, se eu lhe abanasse com a cabeça para desligar.  Eu tremia, como varas verdes, quando disse ao engenheiro para ligar aquele bruto gerador, mas pensei que aquilo devia ser suave e, assim aconteceu.  De imediato constatei que mal o motor arrancou, a borboleta ficava presa e daí a dificuldade de a alavanca de comando conseguir corrigi-lo. Como as borboletas estavam presas, o “governador” ia fazendo força, até que elas fossem movidas, mas iam parar além do desejado. De imediato o comando puxava e puxava, até fazê-las saltar novamente, mas já era demasiado.  Obviamente, o RPM do gerador, ficava louco…   Do lado da alavanca do regulador, estava perfeito e suave.  O problema estava dentro do bruto carburador e havia que retirá-lo para verificar o porquê daquelas prisões laterais, o que foi de imediato feito, após se ter dele desligado todos os componentes do combustível, filtros de ar, choque, termóstato, etc.  Estava descoberta a macacoa e que consistia nos rolamentos de apoio das borboletas, que se tinham enferrujado com o gelo gerado pela entrada da gasolina, e ficavam com folga lateral, encostando e prendendo as duas borboletas aos venturis. Só era pois necessário substituir esses rolamentos, mas os que tínhamos à mão, o diâmetro externo era exacto, mas o interno era grande demais. Havia de encasquilhar, e urgentemente, pedindo a Deus que a HEAA não cortasse…todas as cargas desnecessárias foram desligadas, para que o pequeno gerador de 50 KW pudesse aguentar, em caso de falha da EDP. Aqui surge outra odisseia; todos os torneiros de Benavente estavam ocupados !  Resolvi pedir a um amigo electricista, de nome Júlio Gonçalves, que tinha um pequeno torno, para me deixar tornear os dois casquilhos e assim o fiz, voltando a remontar o enorme carburador no seu sítio e, para minha grande alegria, quando dei o arranque ao gerador, aquilo ficou pianíssimo !         Dando uma sacudidela na alavanca de comando, o motor ia de imediato para as rotações certas.  Só faltava fazer o test real, com todas as cargas ligadas a ele, perante a “amargura” do pessoal da Operação dos Receptores que já sabia que, se aquilo desse para o torto, todos os receptores iriam saltar de frequência e perder-se TODOS os programas. Assim, com os três funcionários a postos, dois operadores e o Chefe de Turno, e o gerador aquecido, largou-se a HEAA e tudo ficou perfeito, nuns décimos de segundo ! Tirei cargas brutas e meti outras, e o gerador sempre a corrigir o RPM. 220Vac/50 Hz ! Os americanos, e o pessoal português, que já nem sabiam como resolver este problema, e não havia massa para comprar outro, lá estavam à espera de que algo se fizesse…mas, nos seus gabinetes do Centro Emissor da Gloria e Estúdios em Lisboa.  Mas para minha amargura, uns dias depois da solução do problema, numa visita ao Centro de Recepção, em Benavente, do americano chefe, o Eng. meu chefe, foi-se a ele e disse que NÓS já tínhamos conseguido resolver o problema, ao que o americano, nem querendo saber COMO…, se limitou a responder: Good boys… Aquilo chateou-me à grande, pois eu tinha estado SOZINHO naquele problema de tão grande responsabilidade, e não teria custado nada ao meu chefe, dizer ao americano, quem tinha solucionado o problema, que até a engenharia responsável, tinha posto de parte…  Problemas de quem não tem “canudo”…

Como vê Mário não é dificil e aqui está o ficheiro que me enviou.

(Este texto é do Mário Portugal CT1DT, e está aqui só para teste. Era o que faltava publicar textos Mário ;) , depois edito apago ou deixo ficar conforme me der na bolha

Um Abraço Raul Wink

Posted by Raul - Ct1efg in 10:31:58 | Permalink | No Comments »